domingo, 15 de novembro de 2015

Artes no Teatro

                                 
As artes cênicas são o conjunto de técnicas usadas na criação, direção, montagem e interpretação de espetáculos teatrais. Seus recursos podem ser utilizados no processo educativo de crianças e jovens, como uma expressão artística.
Ao lado de outras modalidades de arte – dança, artes visuais e música –, elas passam a integrar os currículos do ensino fundamental e médio, a partir de 1997. 
O licenciado poderá atuar em escolas de educação infantil, de ensino fundamental e médio, exis­tindo ainda um amplo campo de atividades de ensino em cursos livres de teatro, ou mesmo na direção de espetáculos de teatro, música, dança, além da atuação como intérprete (ator/atriz) em peças de linguagens diversas. 
Educadores bem preparados, com a complementação pedagógica específica, serão úteis no ensino de nível superior e terão assegurada a possibilidade de acesso à carreira universitária, contribuindo com o crescimento do nível dos cursos de pós-graduação.
No curso de Licenciatura Arte – Teatro, oferecido pelo Instituto de Artes, Câmpus de São Paulo, o estudante é estimulado a pesquisar, fazer criações teatrais e planejar articulações do teatro com o ensino. Os alunos se deparam com teorias e práticas da atuação, da encenação e da docência. O objetivo é proporcionar uma visão ampla do processo de construção do conhecimento do teatro, brasileiro e universal, assim como do seu ensino.
Fonte:http://www.vunesp.com.br/guia2013/artesc.html
Aluno:Douglas Cruz

A arte barroca no Brasil

A arte barroca no Brasil

A arte barroca no Brasil 
O barroco teve grande importância no reforço dos valores religiosos disseminados no Brasil Colonial.
No Brasil Colonial, a presença dos jesuítas teve grande importância no processo de disseminação do cristianismo católico no interior da colônia. Não por acaso – visando aperfeiçoar suas ações missionárias –, os jesuítas trouxeram da Europa as influências estéticas de cunho fortemente religioso que marcaram o estilo barroco. Na maioria das vezes, esse tipo de criação se manifestou na construção de igrejas e imagens religiosas que tomavam campo nos centros urbanos do país.

Chegando ao Brasil, as construções de traço barroco se lançavam aos olhos de uma população mista formada por alfaiates, ambulantes, funcionários públicos, indígenas, escravos e vadios. Essa população, na maioria das vezes, só conseguia compreender o sentido dos valores religiosos afirmados pela catequese com a imponência de imagens ricas em que a complexa ornamentação pretendia reafirmar o caráter sagrado dos santos e templos religiosos.

De forma geral, as obras e construções barrocas eram fabricadas a partir do uso de pedra-sabão, barro cozido e madeira policromada ou dourada. Além disso, existiu uma visível preocupação em se reproduzir movimentos de conteúdo dramático, o uso de linhas curvas, a preferência por construções de porte grandioso e o uso de um impacto visual capaz de chamar atenção dos apreciadores. O barroco tentou exprimir uma religiosidade de princípio medieval com a sofisticação da arte renascentista.

Dentre os principais representantes dessa arte podemos destacar o escultor Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido como Aleijadinho, e o pintor Manuel da Costa Ataíde. Ambos viveram o auge do barroco no Brasil, na passagem do século XVIII para o XIX, promovendo um estilo próprio que tendeu a eliminar alguns dos excessos perceptíveis nas obras que tinham maior aproximação com o barroco desenvolvido no Velho Mundo.

O valor educativo lançado à arte barroca é percebido na dinâmica dos elementos trabalhados em suas principais obras. A tensão entre o medieval e o renascentista pode ser observada no uso de imagens austeras combinadas com a sofisticação dos ornamentos. Paralelamente, os itens acessórios tinham um valor narrativo onde o observador poderia identificar um santo e sua história através do dragão de São Jorge; ou a chave dos céus carregada por São Pedro.

O aparecimento desses artistas no ambiente colonial indicava um período de relativa prosperidade material nas cidades e vilas que se enriqueciam graças aos recursos trazidos pela exploração do ouro, a partir do século XVIII. Em muitos casos, essa nova situação fazia com que mulatos e outras figuras marginalizadas do mundo colonial alcançassem prestígio ou um interessante meio de sustentação.

Dessa maneira, podemos ver interessantes situações históricas por meio do desenvolvimento de tal arte no Brasil. Uma das mais intrigantes se remete à formação de um mercado consumidor dessa arte de caráter fortemente religioso. As irmandades, igrejas e particulares eram os principais consumidores das construções arquitetônicas e imagens barrocas. Atualmente, o barroco possui grande valor histórico e estético e tem a maioria de suas obras concentradas em regiões do interior mineiro e no Nordeste.

Aluno: Guilherme Alexandre de Melo Paelo

Fonte: http://www.mundoeducacao.com/artes/a-arte-barroca-no-brasil.htm

DADAÍSMO

Foi num café em Zurique, em 1916, onde cantores se apresentavam e era permitido recitar poemas, que o movimento dadá surgiu. Depois do início da I Guerra Mundial, esta cidade havia se convertido em refúgio para gente de toda a Europa. Ali se reuniram pessoas de várias escolas como o cubismo francês, o expressionismo alemão e o futurismo italiano. Isto confere ao dadaísmo a particularidade de não ser um movimento de rebeldia contra uma escola anterior, mas de questionar o conceito de arte antes da I grande guerra.
Não se sabe ao certo a origem do termo dadaísmo, mas a versão mais aceita diz que ao abrir aleatoriamente um dicionário apareceu a palavra dada, que significa cavalinho de brinquedo e foi adotada pelo grupo de artistas.


O movimento artístico conhecido como Dadaísmo surge com a clara intenção de destruir todos os sistemas e códigos estabelecidos no mundo da arte. Trata-se, portanto, de um movimento antipoético, antiartístico, antiliterário, visto que questiona até a existência da arte, da poesia e da literatura. O dadaísmo é uma ideologia total, usada na forma de viver e como a absoluta rejeição de todo e qualquer tipo de tradição ou esquema anterior. É contra a beleza eterna, contra as leis da lógica, contra a eternidade dos princípios, contra a imobilidade do pensamento e contra o universal. Os adeptos deste movimento promovem uma mudança, a espontaneidade, a liberdade da pessoa, o imediato, o aleatório, a contradição, defendem o caos perante a ordem e a imperfeição frente à perfeição.

Os dadaístas proclamam a antiarte de protesto, do escândalo, do choque, da provocação, com o auxílio dos meios de expressão oníricos e satíricos. Baseiam-se no absurdo, nas coisas carentes de valor e introduzem o caos e a desordem em suas cenas, rompendo com as antigas formas tradicionais de arte.


Um diretor de teatro, chamado Hugo Ball, e sua esposa criaram um café literário, cujo objetivo era acolher artistas exilados (Cabaret Voltaire), que foi inaugurado no dia 1º de fevereiro de 1916. Ali se juntaram Tristan Tzara (poeta, líder e fundador do dadaísmo) Jean Arp, Marcel Janko, Hans Richter e Richard Huelsenbeck, entre outros. O dadaísmo foi difundido graças à revista Dada e, através dela, as ideias deste movimento chegaram a New York, Berlin, Colônia e Paris.

Aluno:Pedro Henrique Leite

FONTE:www.Infoescola.com

sábado, 14 de novembro de 2015

Poesia



A arte da poesia


A poesia, ou texto lírico, é uma das sete artes tradicionais, pela qual a linguagem humana é utilizada com fins estéticos ou críticos, ou seja, ela retrata algo em que tudo pode acontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. "Poesia, segundo o modo de falar comum, quer dizer duas coisas. A arte, que a ensina, e a obra feita com a arte; a arte é a poesia, a obra poema, o poeta o artífice. O sentido da mensagem poética também pode ser, ainda que seja a forma estética a definir um texto como poético. A poesia compreende aspectos metafísicos e da possibilidade de esses elementos transcenderem ao mundo fático. Esse é o terreno que compete verdadeiramente ao poeta.



Num contexto mais alargado, a poesia aparece também identificada com a própria arte, o que tem razão de ser já que qualquer arte é, também, uma forma de linguagem (ainda que, não necessariamente, verbal). É a arte de poetizar que nos permite exprimir aquilo que está dentro de nós. Também pode ser encarado, como o modo de uma pessoa se expressar usando recursos linguísticos e estéticos.



Há um misto de beleza, alegria, amor, elogio, sensação nos versos que são uma das formas mais antigas de expressão artística. A poesia assume muitas formas. Certo dicionário define a poesia como “a arte da composição rítmica, escrita ou falada, é capaz de nos emocionar pela beleza, criatividade, ou nobreza de sua mensagem”. A poesia tradicionalmente aborda os temas mais cruciais de nossa vida, relaciona-mentos com outros, amor e extase com o sentido da vida. A poesia conta grandes feitos reais e imaginários.

Quanto ao estilo varia muito, assume muitas formas, alguns poemas rimam, outros não. Por exemplo o poema hacai japonês não depende de rima. Tradicionalmente a poesia é conhecida por transmitir uma mensagem profunda em poucas palavras. Um belo poema quase sempre revela profundeza de raciocínio. É mais do que algumas belas palavras, e isto se explica porque há poemas que são inesquecíveis! 

A língua da poesia é condensada, o segredo está em transmitir ums bela história em poucas palavras! A poesia é uma arte como a música ou a pintura, na poesia a sensibilidade ou a arte está em pintar as palavras para que elas tenham grande impacto np leitor! Há ainda dois aspectos fundamentais na poesia: são o ritmo e a métrica. 

O ritmo é como as batidas do coração. A métrica é o arranjo do ritmo e pode variar de poema para poema. A poesia é a ciencia das palavras. É criatividade, franqueza e nobreza, poesia é uma odisseia pintada, mas uma mensagem literária concerteza! A poesia hebraica, suas linhas são breves, a linguagem na (poesia hebraica) é concentrada na enfase às palavras importantes, no entanto o poeta hebreu ajuda-nos a ver, a ouvir, a sentir, as sensações físicas, são frescas e vivas...o poeta quando escrevia, pensava em quadros tirados do ambito da vida diária.


A Poesia facilita a memorização!



Se sabe pouco, ou raramente lê alguns versos, convêm primeiro lêr diversos gêneros de poesia. Isso o irá familiarizar com os príncipios da composição dos versos. O melhor é começar já, vá buscar papel e lápis e comece, com o tempo poderá escrever seus pensamentos em verso para sua família e amigos, seus poemas não precisam ser muito longos, nem excepcionais, escreva o que lhe vai no coração, e verá que lhe trará prazer e satisfação, como também alegrará aquelesque lerem seus poemas. 

Você não precisa ser um gênio literário para escrever, a receita e juntar a inspiração com o desejo, também um pouco de esforço e persistência, o resultado vai ser muito bom, porque escrever poesia é a arte de pintar as palavras


História da poesia:


A poesia como uma forma de arte pode ser anterior à esrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) e os Gathas de Zoroastro (1200-900 aC), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem ter sido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nas sociedades pré-históricas e antigas. A poesia aparece entre os primeiros registros da maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados em antigos monolitos,pedras rúnicas e estelas.

Os esforços dos pensadores antigos em determinar o que faz a poesia uma forma distinta, e o que distingue a poesia boa da má, resultou na "poética", o estudo da estética da poesia. Algumas sociedades antigas, como a chinesa através do Shi Jing (clássico da poesia), um dos Cinco Clássicos do confucionismo, desenvolveu cânones de obras poéticas que tinham ritual bem como importância estética. Mais recentemente, estudiosos têm se esforçado para encontrar uma definição que possa abranger diferenças formais tão grandes como aquelas entre The Canterbury Tales de Geoffrey Chaucer e Oku no Hosomichi de Matsuo Basho, bem como as diferenças no contexto que abrangem a poesia religiosa Tanakh, poesia romântica e rap.

O contexto pode ser essencial para a poética e para o desenvolvimento do gênero e da forma poética. Poesias que registram os eventos históricos em termos épicos, como Gilgamesh ou o Shahnameh, de Ferdusi, serão necessariamente longas e narrativas, enquanto a poesia usada para propósitos litúgicos (hinos, salmos, suras e hadiths) é suscetível de ter um tom de inspiração, enquanto que elegia e tragédia são destinadas a invocar respostas emocionais profundas. Outros contextos incluem cantos gregorianos, o discurso formal ou diplomático,retórica e invectivas políticas, cantigas de roda alegres e versos fantásticos, e até mesmo textos médicos.

O historiador polonês de estética Władysław Tatarkiewicz, em um trabalho acadêmico sobre "O Conceito de Poesia", traça a evolução do que são na verdade dois conceitos de poesia. Tatarkiewicz assinala que o termo é aplicado a duas coisas distintas que, como o poeta Paul Valéry observou, "em um certo ponto encontram união. A poesia é uma arte baseada na linguagem. Mas a poesia também tem um significado mais geral que é difícil de definir, porque é menos determinado: a poesia expressa um certo estado da mente.

Grandes poetas brasileiros


Carlos Drummond de Andrade


Vinicius de Morais


Cecília Meireles


Fernando Pessoa


Aluno: Guilherme Baltazar. 9 ano B
Fontes: http://www.paralerepensar.com.br/josevalgode_aartedeescreverpoesia.htm https://pt.wikipedia.org/wiki/Poesia 

Arte Digital

Arte digital ou arte de computador é aquela que se produz no ambiente gráfico computacional. Tem por objetivo criar obras de artemultimídia por intermédio de software e hardware, em um espaço virtual.[1] Existem diversas categorias de arte digital, tais como:pintura digitaldigigravuramodelagem digitalfotografia digitalanimação digitalvídeo digital entre outras. Os resultados também podem ser apreciados depois de "impressos" em um suporte 2D ou em um objeto 3D, mas são melhor exibidos no próprio ambiente em que foram produzidos. Proliferam-se comunidades virtuais voltadas à divulgação desse tipo de expressão artística. A arte digital só pode ser entendida no âmbito da arte contemporânea.[2] [3]
Pertencem à arte digital as obras artísticas que, por um lado têm uma linguagem visual especificamente mediática e, por outro, revelem as metacaracterísticas do meio. - Wolf Lieser [2]
Para Christiane Paul, a arte das novas mídias, que abarcam a produção digital, exige um museu ubíquo ou sem paredes, um espaço aberto à criação e construção de subjetividades.[4]
Exemplos:


Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_digital
Aluno: Daniel José

Arte Cinética



Arte Cinética

A arte cinética busca romper com a condição estática da pintura e da escultura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento.
Arte relacionada com o movimento. A primeira mostra de Arte Cinética foi realizada em 1955 pela galeria Denise René, de Paris, intitulada de "Le Mouvement" reuniu trabalhos de Calder, Duchamp, Agam, Pol Bury, Tinguely e Yves Klein.
Na ocasião Vasarely publicou o "Manifesto Amarelo".
Só nos primeiros anos da década de 60, contudo, o Movimento se confirma, através de Exposições em Zurique, Holanda e Iugoslávia entre outros centros da vanguarda da época.
A especificidade da arte cinética, dizem os estudiosos, é que nela o movimento constitui o princípio de estruturação. O cinetismo rompe assim com a condição estática da pintura, apresentando a obra como um objeto móvel, que não apenas traduz ou representa o movimento, mas está em movimento. É o caso dos famosos mobiles de Calder, cujo movimento independe da posição e do olhar do observador.

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Influências presentes

A possibilidade de uma arte em que o movimento fosse o próprio movimento havia sido já intuída e desenvolvida nos primeiros anos do século XX por alguns construtivistas, futuristas, dadaístas, e por escultores como Moholy-Nagy e Calder. O Cinetismo, termo sinônimo de movimento e importado da física e da química, afirmou-se como corrente artística autônoma em Paris, nos anos 50.
O Pintor e Escultor Americano Alexander Calder(1898-1976) foi um dos pioneiros em incorporar movimentos reais às suas Esculturas como também podemos encontrar alguma semelhança mesmo que distante na "Antecâmara Realizada Para Apartamentos do Palácio do Elysée" de Yaacov Agam, porém Bava Ubi um dos expoentes mais significativos no contexto nacional quase também assimilou de maneira constante aquelas formas aplicadas por Calder.
A arte cinética, também conhecida como Cinetismo, explora efeitos visuais por meio de movimentos físicos ou ilusão de óptica ou truques de posicionamento de peças.
Artistas como Marcel Duchamp, Alexander Calder,Victor Vasarely, Jesus Raphael Soto, Abraham 
 Palatinik, Yaacov Agam, Jean Tinguely, Pol Bury são os artistas mais conhecidos deste movimento.
  
 
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Influências deixadas

A arte cinética teve o seu auge na década de 60, mas ainda hoje está na moda nos estampados com efeitos ópticos na roupa e no design de interiores.

                                                             


 Fonte:estetica.awardspace.com/arte_cinetica/index.html
Aluna:Beatriz Lasmar de Meneses 





Neoconcretismo

O Neo-concretismo foi o movimento das artes plásticas que começa em 1957, no Rio de Janeiro, como dissidência do Concretismo paulista. Insatisfeitos com o que consideravam excesso de racionalismo, alguns artistas aliam ao Concretismo uma dose maior de sensualidade. Isso é feito com o uso mais livre da cor nas telas e com a criação de objetos que dependem da manipulação do espectador. Tendo como mentores o poeta Ferreira Gullar (1930-) e a artista plástica Lygia Clark, esses artistas expõem suas idéias no Manifesto Neoconcreto, publicado no Jornal do Brasil em 1959. Os neoconcretos podem ser divididos em dois grupos. Com maior liberdade de concepção, o primeiro produz pinturas, esculturas e objetos que combinam essas duas formas de arte. Entre eles destacam-se os escultores Amilcar de Castro (1920-), Franz Weissmann (1914-), Willys de Castro (1926-1988) e Hércules Barsotti (1914-). Amilcar de Castro trabalha com chapas de ferro que são dobradas no espaço como folhas de papel. Willys de Castro faz os chamados relevos de parede, desenvolvendo objetos de madeira ou metal que mesclam pintura e escultura. O segundo grupo estimula a percepção tátil, além da visual, para que o público interaja com suas obras. Seus maiores representantes são Lygia Clark, Hélio Oiticica e Lygia Pape (1929-). Uma das principais obras de Lygia Clark é a série Bichos, composta de peças de metal unidas por dobradiças. O espectador pode manipular o objeto e modificar sua forma.

Arte de Hélio Oiticica
A participação do público nas obras de Hélio Oiticica também é fundamental. Seus “penetráveis” são ambientes em forma de labirinto em que as pessoas podem entrar e ter contato com estímulos sensoriais, como água e areia. Os “parangolés” são capas e faixas feitas de tecido e cordões pintados para ser vestidas durante apresentações de dança e música. Alguns exibem textos e fotos. Eles são expostos pela primeira vez no Salão Esso, realizado no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, em 1964. Lygia Pape leva as experiências do Neoconcretismo a outras áreas além da pintura e da escultura. Produz vários livros, como o Livro da Criação, em que o espectador interage com as folhas coloridas, que contêm, por exemplo, dobraduras e furos pelos quais passa luz. A cada abertura o livro mostra-se diferente.

Ismael Nery e Flávio de Carvalho (1899-1973
Distantes da preocupação com a realidade brasileira, mas muito identificados com a arte moderna e inspirados pelo Dadá, estão os pintores Ismael Nery e Flávio de Carvalho (1899-1973). Na pintura merecem destaque ainda Regina Graz (1897-1973), John Graz (1891-1980), Cícero Dias (1908-) e Vicente do Rego Monteiro (1899-1970).
Os autores mais importantes são Oswald de Andrade e Mário de Andrade, os principais teóricos do movimento. Destacam-se ainda Menotti del Picchia e Graça Aranha (1868-1931). Oswald de Andrade várias vezes mescla poesia e prosa, como em Serafim Ponte Grande. Outra de suas grandes obras é Pau-Brasil. O primeiro trabalho modernista de Mário de Andrade é o livro de poemas Paulicéia Desvairada. Sua obra-prima é o romance Macunaíma, que usa fragmentos de mitos de diferentes culturas para compor uma imagem de unidade nacional. Embora muito ligada ao simbolismo, a poesia de Manuel Bandeira também exibe traços modernistas, como em Libertinagem.
Heitor Villa-Lobos é o principal compositor no Brasil e consolida a linguagem musical nacionalista. Para dar às criações um caráter brasileiro, busca inspiração no folclore e incorpora elementos das melodias populares e indígenas. O canto de pássaros brasileiros aparece em Bachianas Nº 4 e Nº 7. Em O Trenzinho Caipira, Villa-Lobos reproduz a sonoridade de uma maria-fumaça e, em Choros Nº 8, busca imitar o som de pessoas numa rua. Nos anos 30 e 40, sua estética serve de modelo para compositores como Francisco Mignone (1897-1986), Lorenzo Fernandez (1897-1948), Radamés Gnattali (1906-1988) e Camargo Guarnieri (1907-1993). Ainda na década de 20 são fundadas as primeiras companhias de teatro no país, em torno de atores como Leopoldo Fróes (1882-1932), Procópio Ferreira (1898-1979), Dulcina de Moraes (1908-1996) e Jaime Costa (1897-1967). Defendem uma dicção brasileira para os atores, até então submetidos ao sotaque e à forma de falar de Portugal. Também inovam ao incluir textos estrangeiros com maior ousadia psicológica e visão mais complexa do ser humano.

Fonte: https://arteconcretista.wordpress.com/about/
Aluno: Daigo Fujimura